• Espaço Exibicionista

JAMES BONNICI

James Bonnici atualmente vive e trabalha em Melbourne, Austrália. No seu trabalho, James é sempre atraído pela imagem em primeiro lugar. Ele procura algo evocativo que tenha uma sensação de ambiguidade ou estranheza. Se ficar com ele por dias, ele o traduzirá em tinta ou carvão para dar vida. Ele sempre trabalha no meio de pintura a óleo e desenho.

A imagem que ele escolhe passa por um processo de obscurecimento, distorção e manipulação da realidade para invocar uma sensação de ruptura, desafiando a representação do mundo físico, atingindo a natureza mais ambígua do ser e da existência.



James Bonnici currently lives and works in Melbourne, Australia. In his work, James is always drawn to the image first. He looks for something evocative that has a sense of ambiguity or strangeness. If it sticks with him for days he’ll translate it to paint or charcoal to bring it to life. He always works in the medium of oil painting and drawing. The imagery he chooses goes through a process of obscuring, distorting and manipulating of reality to invoke a sense of rupture, challenging the representation of the physical world, hitting at the more ambiguous nature of being and existence.


james bonnici
James Bonnici
 

DEFICIT - "LIBRARY" GROUP SHOW 2022


The Gallery challenged the artists to present a work related with a book.


Artist Statement


A ideia para o desenho 'Deficit 2' surgiu enquanto lia o livro de Oliver Sack 'The Man Who Mistook His Wife for a Hat and Other Clinical Tales'. O livro conta histórias de pacientes que sofrem de distúrbios neurológicos em decorrência de algum tipo de trauma e descreve as aflições bizarras vivenciadas por esses indivíduos.

Em particular, fui atraído pela história do Dr. P. (da qual o título do livro foi tirado), e a história no pós-escrito do distúrbio de um jovem paciente após sobreviver a um acidente automobilístico. Em ambos os casos, sua capacidade de reconhecer rostos e objetos foi severamente prejudicada. A incapacidade de distinguir os traços do rosto de uma pessoa, mesmo daqueles a quem ela é próxima, parece inimaginável e inquietante. A natureza assombrosa e o sobrenatural de perceber o mundo dessa maneira é o que me levou a tornar o assunto de alguém de quem sou próximo como sem rosto, com apenas alguns marcadores de identificação, como o cabelo e as roupas.

Escolhi a palavra “déficit” para o título, pois é a palavra preferencialmente utilizada por clínicos em neurologia para o comprometimento ou incapacidade da função neurológica.



The idea for the ‘Deficit 2’ drawing came about while reading Oliver Sack’s book ‘The Man Who Mistook his Wife for a Hat and Other Clinical Tales’. The book recounts the stories of patients who suffer from neurological disorders as a result of some kind of trauma and describes the bizarre afflictions experienced by these individuals. In particular, I was drawn to the story of Dr P. (from which the title of the book is drawn on), and the story in the postscript of a young patient’s disorder after surviving an automobile accident. In both cases, their capacity to recognise faces and objects was severely impaired. The inability to make out the features on a person’s face, even of those to whom they are close to seems unimaginable and unsettling. The haunting nature and otherworldliness of perceiving the world this way is what drew me to rendering the subject of someone to whom I am close to as faceless, with only a few identifying markers, such as the hair and clothing.

I chose the word ‘deficit’ for the title as it is the preferred word used by clinicians in neurology for the impairment or incapacity of neurological function.



James Bonnici


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