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GABRIEL GARCIA


Gabriel Garcia (Portugal)

Na arte de Gabriel Garcia vemos outros cenários, outras histórias onde se traçam as fronteiras entre a realidade e a ficção. A inquietação para uma narrativa continua, mas às vezes se esvai, deixando pistas abertas para a perceção da passagem subsequente.


In Gabriel Garcia's art we see other scenarios, other stories where the boundaries between reality and fiction are drawn up. The restlessness for a narrative continues but sometimes stripped, leaving open clues to the perception of the subsequent passage.



Quem é o pintor Gabriel Garcia?

Who is the painter Gabriel Garcia?


Um pintor em construção permanente, o tal espírito inquieto, com uma constante vontade de fazer e de construir.

A painter in permanent construction, that restless spirit, with a constant will to do and to build.



Como se define um momento?

How is defined one moment?


Para lá dos tempos ficam as memórias e as suas raízes. É esse o conceito que defino, procurando no passado o momento que alguém possa já ter vivido e de uma mera representação pictórica faço um reencontro da memória entre o sujeito e a obra, para que o tempo não seja uma banal selfie, mas algo muito mais forte. É este também o papel da obra artística.


Beyond time are memories and their roots. This is the concept that I define, looking in the past for the moment that someone may have already lived and from a mere pictorial representation I make a reunion of memory between the subject and the work, so that time is not a trivial selfie, but something much more strong. This is also the role of artistic work.



Quem são as pessoas que pintas?

Who are the people that you paint?


Não importa. O que importa é o novo sentido que dei às histórias dessas mesmas pessoas, que não conheço, e isso faz ainda aumentar o enigma... A pintura transporta-nos para lugares e momentos, vividos ou sonhados, que levam da recordação ao desejo, através de um bem conseguido apelo aos sentidos. É também uma viagem a um passado comum a todos, cada imagem transporta nos para uma recordação.


It does not matter. What matters is the new meaning I gave to the stories of these same people, whom I do not know, and that adds to the enigma... Painting transports us to places and moments, lived or dreamed, that lead from remembrance to desire, through a successful appeal to the senses. It is also a journey to a past common to all, each image transports us to a memory.



O que é Arte? What's Art?


Há muito que a pintura tem sido motivo de tantos debates e dúvidas, onde já foi “morta e enterrada”, mas que no fim ressuscita como se de uma passagem bíblica se tratasse. Apesar de tudo continua a ser uma das mais valiosas formas de arte visual mesmo sendo desafiadas pelas mais modernas formas de arte dos nossos dias.

Ainda existem pintores que tentam sobreviver à “repressão” daqueles que acham que pintar já está fora de contexto onde podemos recuar até mesmo aos tempos de Duchamp para descobrir essa mesma quebra com o ato de pintar. Nos anos 80 curadores, artistas, escritores, enfim enfatizaram o colapso da pintura modernista com a emergência do conceptualismo e de outras formas de linguagem artística, passando a pintura para um campo de decoração mercantil e banal.

Mas a arte é um todo, onde não se deverá dissociar o passado com o futuro, descartando o velho com o novo, pois o que supera é o sentido da alma, a fomentação do olhar para os estímulos sejam eles sobre a pedra, o bronze, o óleo ou a imagem digital. Os campos são largos, existe espaço para definir o gosto de cada sujeito perante a narrativa apresentada seja o suporte clássico ou digital.


Painting has long been the subject of so many debates and doubts, where it has already been "dead and buried", but which in the end resurrects as if it were a biblical passage. In spite of everything, it remains one of the most valuable forms of visual art despite being challenged by the most modern art forms today. There are still painters who try to survive the “repression” of those who think that painting is already out of context where we can even go back to Duchamp's time to discover that same break with the act of painting. In the 1980s curators, artists, writers, finally, emphasized the collapse of modernist painting with the emergence of conceptualism and other forms of artistic language, passing the painting to a field of commercial and banal decoration. But art is a whole, where the past should not be dissociated with the future, discarding the old with the new, as what surpasses the sense of the soul, fostering the look for stimuli, be they on stone, bronze , oil or digital image. The fields are wide, there is space to define the taste of each subject before the presented narrative, be it classic or digital support.



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GABRIEL GARCIA

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