EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE DUMA THE GOLDEN AGE 2018

November 19, 2018

 

 

“A “Era Dourada”. A reconstrução e a transformação. A criação da beleza e elegância que surge da revolução.

 

Como no Kintsugi Japonês, o ouro cobre as fissuras, ou feridas, de algo partido e transforma as experiências do quotidiano numa celebração da vida. A imperfeição transforma-se numa nova força, essência e riqueza e descobre-se então uma beleza paradoxal na imperfeição. O que se rompe em nós, torna-nos únicos, distintos, insubstituíveis.

 

Ernest Hemingway disse: “O mundo quebra a todos e, mais tarde, muitos são mais fortes nesses mesmos pontos quebrados.”

 

 

Duma

 

 

 

ART MAGAZINE

SOBRE DUMA

 

 

 

Qual a fonte de inspiração para “The Golden Age”?

Essencialmente as minhas experiências pessoais e, de uma forma muito direta, criei em cada peça uma alusão à filosofia e técnica Japonesa do Kintsugi. Nesta técnica os Japoneses consertam peças partidas de porcelana colando todos os pedaços com uma mistura de resina e pó de ouro, o que, em vez de disfarçar, realça essas cicatrizes, tornando-a numa peça mais rica e única e com uma beleza superior à da peça nova. Isto é transposto para as experiências diárias, mostrando a singularidade e riqueza de cada individuo à medida que vai passando pelos obstáculos que lhe são apresentados durante o seu percurso.

 

 

Neste corpo de trabalho apresentas fundos muito diferentes dos habituais nas tuas peças. Que sentido têm e como estão relacionados com o tema?

É precisamente nos fundos ou no entorno das personagens que se encontram pinceladas vermelhas e a folha de ouro. É aí que se representa a questão das cicatrizes douradas por cima de um embate, de uma feriada ou de um trauma. A personagem apresenta-se de uma forma quase que ilesa. Frequentemente não vemos nas pessoas aquilo que se passa dentro delas e todas as lutas ou superações que as rodeiam.

 

 

Podes falar-nos sobre a mistura de ambientes nesta exposição?

Sempre senti uma grande atracção por algumas épocas passadas, talvez pela beleza que representavam na sua arquitectura, interiores e todo o estilo envolvente que vemos em épocas Victorianas e Barrocas. Por outro lado, também me sinto ligada a aspectos mais minimalistas e muito contemporâneos e acho que o meu trabalho revela essa fusão. Gosto, conscientemente, de misturá-los e criar um novo ambiente.

Algumas das molduras eram espelhos e, ao utilizá-las, foi como se criasse um novo reflexo permanente para cada uma, uma nova imagem e uma nova vida, como nos mostra a filosofia do Kintsugi.

 

 

O que são 26 anos de pintura?

São muitos anos de dedicação, entrega, experiências, prazer, frustrações, alegrias, ansiedades, horas de sono perdidas, mas acima de tudo, vejo estes anos como uma enorme riqueza por poder fazer e viver daquilo que mais me fascina e para o qual sinto que fui feita. Estudei Publicidade e seguidamente fiz o curso de Desenho e o curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. A Publicidade e o Design contribuíram em grande parte para a minha educação visual e gráfica refletindo-se visivelmente no meu trabalho. Têm sido muitos anos de trabalho a nível profissional, com cerca de 2 centenas de exposições realizadas, não só em Portugal, como em vários países da Europa, Estados Unidos, Austrália, China e Singapura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 Ver mais:

THE GOLDEN AGE | DUMA SOLO EXHIBITION 2018 PAINTINGS

 

 

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