FREQUENTLY ASKED QUESTIONS: PAULA ROSA

September 10, 2018

 

 

“O trabalho de Paula Rosa conjuga o meio tangível da tecnologia com o meio inatingível e mágico dos sonhos e da imaginação. O seu trabalho transporta-nos por paisagens surrealistas, solitárias, que tumultuam as emoções de quem tenha sentido o vazio, a solidão ou o desespero.Paula Rosa funde, com sucesso, construções naturais e mecânicas, na exploração de novos ou recorrentes temas filosóficos. As suas imagens são inquietantes e atingem exatamente o núcleo da emoção… aquele lugar onde os sonhos jazem, jaz a tortura, e a alegria insiste em trepar, por entre rochedos, como persistentes flores selvagens.”

 

 

 

Julie Laurin

 

 


FREQUENTLY ASKED QUESTIONS

SOBRE PAULA ROSA

 

 

 

Quem é Paula Rosa?

Quase cinco décadas de interrogações e reticências?...

 

 

Cenas surreais, como sonhos, a preto e branco. Como surgem estas imagens?

É uma dinâmica fascinante que acontece, creio, num plano quase “insondável” e depois explode em formas, analogias, contradições, metáforas, alegorias ambiguidades, exactidões. Tudo, o que de aleatório ou estratégico advier num dado momento. Quase sempre, uma revelação para mim própria. Motivo pelo qual me deixo seduzir pela imagem “terminada”, mergulhando na sua interpretação – na interpretação de mim.

 

 

Misturas muitas técnicas. Como é este processo? Existe alguma regra? Algum limite?

Há toda uma dinâmica no acto de criar que me conduz a explorar todas as possibilidades e a transcender tudo. Tenho feito combinações improváveis e subvertido a função óbvia das ferramentas. Tudo é válido e útil, se servir uma intenção. Componho muito em Photoshop, com recurso a imagens fotográficas (digitais, analógicas, pin-hole, fotogramas), pintura (em suporte digital ou tradicional), elementos que resultam da digitalização directa de texturas variadas e de objectos, gráficos vectoriais, imagens fractais, 3D, etc. A existir uma regra seria a de não me impor quaisquer limites. A existir um limite, seria, inevitavelmente, a excepção à regra.

 

 

Quem são as pessoas nas tuas imagens?

Reflexos.

 

 

Como entendes a Arte?

Uma inquietação, simultaneamente agradável e incómoda, como cócegas na alma. Se as cócegas sobre a pele são uma espécie de autodefesa do corpo, as cócegas na mente serão como que uma autodefesa da alma (seja lá o que isso for). Creio que a arte tem a função catártica de purgar uma multiplicidade de emoções e transformá-las em algo elevado, que poderá ser transmitido numa linguagem universal.

 

 

O que é a inspiração?

Misteriosa intermitência interior.

 

 

Esta exposição tem soundtrack?

A minha vida tem. Música sempre, com sons e silêncios. Ouvi algumas coisas durante a criação destas imagens. Destaco Dead Can Dance e Hélder Bruno. “A Presença Serena e Terna” do meu querido amigo Hélder é uma presença constante na minha atmosfera de trabalho. Tem a magia de fazer fluir o pensamento e as emoções, de me recolocar num espaço que é o da minha humanidade e num tempo que realmente me importa - o momento presente.

 

 

 

 

 

 

 

 Ver mais:

BUTTERFLY DEFECT - Exposição individual de Paula Rosa

 

 

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