FREQUENTLY ASKED QUESTIONS: GABRIEL GARCIA

June 6, 2018

Esta exposição representa o culminar de uma viagem sobre o tempo e a memória. Com ponto de partida na exposição “Moments Stills, passando pela “Diário do Tempo”, termina este itinerário na evocação de fascinantes memórias sobre o sempre esperado momento de férias. “Fresh Days” transporta-nos para lugares e momentos, vividos ou sonhados, que levam da recordação ao desejo, através de um bem conseguido apelo aos sentidos. “Fresh Days” desperta uma composição de cores, aromas, sons, texturas e paladares que, na dose fluída em cada  história de vida, faz (re)viver enredos e emoções.

 

A seleção de obras que se apresenta sai das mãos do artista como espelho da alma e resulta do desafio permanente ao espírito inquieto do mesmo. Desafio vencedor porque delas sai beleza sempre expressiva que surpreende pela plasticidade imaginativa do autor, presente até nos mais ínfimos detalhes. Num interminável repto a reinventar-se em corpos, rostos, posturas, olhares, paisagens, estruturas e detalhes tantas vezes improváveis, os seus traços, técnicas e cores confluem em obras por elas mesmas desafiantes a um contexto que se cruza em tantos momentos com a história do país e com a sua própria história pessoal.

 

Na subtileza da linha do tempo, as obras selecionadas representam elementos diversos, cada um deles só por si estruturante, que convergem numa unidade expressiva intensa e coerente. Na verdade, trata-se da reconstrução de espaços, momentos e estados de alma diferenciados numa unidade que convoca múltiplas referências pessoais, históricas e ensinamentos do melhor da história da arte. A seleção de obras está construída numa linguagem que reforça e enriquece a sua solidez estética. O realismo que se oferece numa primeira leitura, é ultrapassado pela profundidade do contexto levando-nos a evocar facilmente as referências da arte do passado e da actualidade.

 

Alicerçado num poderoso esforço analítico de construção figurativa, conceptualmente composta, esta seleção ganha ainda maior dimensão inspirada em diferentes estados de alma que terão diferentes leituras, em diferentes momentos, na linha de tempo que a cada um pertence. 

 

Enjoy “ Fresh Days” !

 

 

Célia Gonçalves

 

 


FREQUENTLY ASKED QUESTIONS

SOBRE GABRIEL GARCIA

 

 

 

Qual a origem da exposição “Fresh Days”?

Esta exposição representa o culminar de uma viagem sobre o tempo e a memória. Começou na exposição “Moments Stills, passando pela exposição “Diário do Tempo”.

“Fresh Days” transporta-nos para lugares e momentos, vividos ou sonhados, que levam da recordação ao desejo, através de um bem conseguido apelo aos sentidos. É também uma viagem a um passado comum a todos, cada imagem transporta nos para uma recordação.

 

 

Quem é o pintor Gabriel Garcia?

Um pintor em construção permanenente, o tal espírito inquieto, com uma constante vontade de fazer e de construir.

 

 

Como se define um momento?

Para lá dos tempos ficam as memórias e as suas raízes. É esse o conceito que defino, procurando no passado o momento que alguém possa já ter vivido e de uma mera representação pictórica faço um reencontro da memória entre o sujeito e a obra, para que o tempo não seja uma banal selfie, mas algo muito mais forte. É este também o papel da obra artística.

 


Quem são estas pessoas que pinta?

Não importa. O que importa é o novo sentido que dei às histórias dessas mesmas pessoas, que não conheço, e isso faz ainda aumentar o enigma.

 

 

Porquê o óleo?

Somos feitos de matéria e com o óleo tento moldar as manchas que recrio sobre a tela ou sobre papel.

 

 

O que é Arte?

Há muito que a pintura tem sido motivo de tantos debates e dúvidas, onde já foi “morta e enterrada”, mas que no fim ressuscita como se de uma passagem bíblica se tratasse. Apesar de tudo continua a ser uma das mais valiosas formas de arte visual mesmo sendo desafiadas pelas mais modernas formas de arte dos nossos dias.

Ainda existem pintores que tentam sobreviver à “repressão” daqueles que acham que pintar já está fora de contexto onde podemos recuar até mesmo aos tempos de Duchamp para descobrir essa mesma quebra com o ato de pintar. Nos anos 80 curadores, artistas, escritores, enfim enfatizaram o colapso da pintura modernista com a emergência do conceptualismo e de outras formas de linguagem artística, passando a pintura para um campo de decoração mercantil e banal.

Mas a arte é um todo, onde não se deverá dissociar o passado com o futuro, descartando o velho com o novo, pois o que supera é o sentido da alma, a fomentação do olhar para os estímulos sejam eles sobre a pedra, o bronze, o óleo ou a imagem digital. Os campos são largos, existe espaço para definir o gosto de cada sujeito perante a narrativa apresentada seja o suporte clássico ou digital.

 

 

 

 

 

 

 

 Ver mais:

FRESH DAYS : Exposição Individual de Gabriel Garcia Junho 2018

 

 

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