FREQUENTLY ASKED QUESTIONS: FELIPE RAIZER

March 26, 2018

 

Neste trabalho realizo imagens que se caracterizam por intercâmbios entre a percepção sobre o espaço urbano e o próprio espaço físico a que esta se conecta. Busco fotografar questões estruturais particulares deste ambiente, como suas infinitas linhas, ou os reflexos dos vidros da cidade transformando-se conforme o ponto de vista de seu usuário, para a partir disto iniciar uma série de operações de criação transformadoras. Viver o ambiente urbano das cidades de Lisboa, São Paulo e Paris proporcionou-me imaginar e assim realizar imagens sobre suas realidades. Estes ambientes, com todos seus desafios culturais e estruturais, permitem-me um processo de criação que tem por objetivo submeter a cidade a uma metamorfose. A cidade que apresento já não é mais aquele espaço que foi fotografado, e muitas vezes nem se assemelha com ele. Este novo espaço, que chamo aqui de possibilidade, é também uma virtualidade do seu original e engloba potencialidades da interface que é a cidade, do choque entre a criação e a realidade da luz capturada como material, e também as potências que compreendem o sentir, o pensar e o vivenciar a cidade. Virtualidades Urbanas surge de pesquisa que desenvolvo desde 2013 e essencialmente procura inspirar novos olhares sobre aquilo que nos é dado no cotidiano.


 

 
FREQUENTLY ASKED QUESTIONS

SOBRE FELIPE RAIZER

 

 

 

Em uma palavra, como defines a cidade contemporânea?

Multiplicidade.

 

 

Uma das características marcantes do teu trabalho são as sobreposições das imagens, porquê esta estética?

Gosto de modificar as coisas, operar sobre aquilo que vejo para criar novos mundos.

 

 

Como defines o teu trabalho?

Meu trabalho incide sobre a cidade e para a cidade. Neste sentido eu uso a fotografia para falar sobre as questões urbanas que me inquietam e assim propor novos olhares sobre este espaço.  Eu acredito que a cidade é sobretudo um espaço de possibilidade, e pode ser compreendida como uma interface, ou seja, uma entidade que essencialmente permite conexões e trocas entre coisas diferentes. Assim a minha Fotografia, no momento, acompanha isso...ela se conecta com o pensar e o fazer de outras áreas como a Escultura e o Design, e se transforma conforme essas conexões.

 

 

Como funciona o teu processo de criação?

Procuro andar ao mínimo 3 vezes por semana cerca de 8 km pelas cidades que vivo/visito, sempre ouvindo musica eletrônica ou jazz (já não consigo andar 100 metros sem música! Fico todo atrapalhado, sem rumo!). Esse é meu momento de captar imagens para futuras criações. Observo os edifícios e as vias e já penso alí o que posso produzir a partir disso. É mesmo um sentir a cidade e procurar transformá-la a partir do que me oferece.

 

 

Quando iniciaste a série Virtualidades Urbanas? 

Em 2013 fui contratado por um hotel em São Paulo para produzir imagens para decorar a sua receção e decidi explorar alguns pontos de vista de seu rooftop. Depois de um dia inteiro a fotografar, percebi que um determinado prédio espelhado refletia pela manhã um prédio e à tarde, por questão da posição do sol, um outro diferente. Decidi condensar a imagem destes momentos, antes virtuais, agora cristalizados em uma única obra. Foi a partir dessa imagem que tudo começou.

 

 

Porquê Lisboa, São Paulo e Paris?

São Paulo ensinou-me a olhar para as cidades, procurar ver além do que elas apresentam objetivamente e sonhar com suas possibilidades. Paris me encanta por sua monumentalidade e pela elegância de sua arquitetura. Lisboa é onde eu vivo e a cidade mais charmosa em que já estive, é um lugar que me inspira a criar e crescer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 Ver mais: "VIRTUALIDADES URBANAS" EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE FELIPE RAIZER

 

 

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