VERTIGEM | ROGÉRIO TIMÓTEO

January 7, 2016

 
"Vertigem" é a mais recente exposição individual de Rogério Timóteo.

O escultor, que reside e trabalha em Sintra, apresenta os seus últimos trabalhos desenvolvidos, numa exposição que tem como particularidade revelar desenhos que antecedem obras.

 

Inauguração: Sexta-feira, 8 de Janeiro,pelas 21h00, no Espaço Exibicionista em Lisboa. 
Exposição patente até 9 de Fevereiro de 2016.
 


ROGÉRIO TIMÓTEO
 

Nasceu em Anços, Sintra em 1967

Desde cedo se interessou pelas artes, mas foi no encontro com escultor Pedro Anjos Teixeira, de quem foi aluno durante cinco anos, que abriu os horizontes para a escultura. Reforçando essa aprendizagem, frequenta o curso “Novas Tecnologias do mármore” em Vila Viçosa e o curso de desenho - Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Actualmente vive e trabalha no concelho de Sintra.

Tendo nascido e crescido numa região predominantemente ligada à extração e transformação de mármores é com naturalidade que escolhe o mármore como matéria-prima preferencial para as suas esculturas, não excluindo, no entanto abordagens a novos materiais e técnicas, tais como bronze e mais recentemente resinas. 

Conta com 31 exposições individuais em Portugal e no estrangeiro e mais de 200 exposições colectivas. . Desenvolveu e realizou 30 esculturas para espaços públicos, oito delas de escala monumental. Está representado em vários espaços museológicos em Portugal e em diversas colecções particulares em Portugal e no estrangeiro

 

 

 

V E R T I G E M


"O acto que torna possível a realização material de uma escultura é, um pouco, como caminhar sobre um cabo; fino arame que se estende através de um precipício capaz de absorver a criatividade à mínima insegurança ou hesitação do artista.Raras são as obras que durante a sua concepção mental não são alvo de uma intensa análise crítica que culmina, muitas vezes, com a rejeição da ideia inicial ou com uma profunda modificação estética, ainda que a ideia matricial se mantenha.Neste ponto a travessia vai a meio. A escolha do material que permitirá a passagem da ideia ao plano físico é uma fase por demais importante. O cabo torna-se mais fino. Descobre-se que o material tem uma essência própria que se impõe e, mesmo com uma técnica apurada por longos anos de prática, dificulta a obtenção da imagem tridimensional criada pela mente. Toda a travessia decorre em equilíbrio precário. A tensão no cabo é levado aos limites pela impetuosidade do gesto criativo. Por vezes a mente e o gesto derivam em completa harmonia com a oscilação do cabo e lentamente surge um vislumbre de terra firme.O desejado fim é pura ilusão, pois a sensação de vertigem irá perdurar muito para lá do termino da obra ou até nunca desaparecer."

Rogério Timóteo

 

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