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ALEXANDRE ALONSO ARTE - EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL 2019


Alexandre Alonso apresenta nesta exposição a sua interpretação de obras “chave”, que lhe ofereceram a directriz na forma como constrói o seu trabalho. Em ”The Inadequacy of The Unfinished” famosas pinturas de Rembrandt, Klimt ou Van Gogh são desconstruídas pelo artista na necessidade de criar uma intensidade e uma linha ténue de algo que pode desaparecer a qualquer segundo, ou reconstruir-se no próximo. Com mudanças óbvias de escala, de valores cromáticos, texturas, definição e aproximação, Alexandre cria um estranho museu onde o fruidor se pode reencontrar com todos eles, olhos nos olhos.

ART MAGAZINE

SOBRE ALEXANDRE ALONSO

Quem é o Alexandre Alonso?

Sou um pintor figurativo autodidacta com formação em arquitectura, profissão que exerci durante 14 anos e que abandonei para me dedicar em exclusivo à pintura. O meu trabalho é construído em redor do olhar e da desconstrução do seu entorno em formas com um grau de abstracção assumido, que serve de suporte à enfatização do carácter do sujeito.

“The Inadequacy of The Unfinished”, foi difícil dar por terminada uma obra?

Muito. A exposição está inteiramente construída ao redor da premissa de apenas o suficiente ter sido reconstruído para que a obra possa ser reconhecida com a intensidade original, mas com uma presença totalmente diferente. Trata-se de identificar intensidade e dar-lhe apenas o corpo suficiente para que a mesma comunique de forma inequívoca com o sujeito.

Como decorreu todo o processo de preparação da exposição?

Quando assumi que gostaria de reconstruir obras chave dos maiores mestres da história da arte - que serviram de base a inúmeros trabalhos meus no decorrer destes últimos anos – iniciou-se um processo investigativo muito complexo. Numa primeira fase foi feita uma selecção das obras a serem utilizadas (algo que demorou bastante tempo). Após serem encontrados os 20 trabalhos, veio uma segunda fase muito intricada: a substituição de cada um dos olhos dos sujeitos das obras originais, por outros novos, representados com uma qualidade fotorrealista assumida. Alguns de pessoas amigas, outros de modelos que, de forma muito generosa e paciente, aguentaram ser fotografadas em poses estranhas até eu conseguir o tipo de olhar que queria traduzir em determinada obra, e num dos casos, o auto-retrato do Francis Bacon, a introdução e reconstrução total do olhar original do sujeito que esta a ser retratado (através de material fotográfico de arquivo). Numa terceira fase, a reconstrução de cada uma das obras, variando escalas, tons, texturas e enquadramentos, recriando uma nova relação com o observador.

O que te levou a desistir da arquitetura e te dedicares à pintura? Algum arrependimento?

Apesar de ter um enorme respeito e fascínio por arquitectura, sempre senti um vazio muito grande enquanto arquitecto, talvez por ser uma profissão multidisciplinar com uma componente técnica altíssima, e eu ser apenas aquele que gostava que fossem 3 riscos num bloco enquanto toda a gente vive feliz para sempre, o que é absolutamente impossível. A pintura, apesar de ter uma componente técnica também, é um processo absolutamente criativo e cuja responsabilidade esta normalmente assente num único sujeito, do qual depende o sucesso ou o absoluto fracasso da obra. Gosto dessa responsabilidade e da fluidez que isso atribui à construção de algo.

Nenhum arrependimento. Mesmo desconhecendo em que ponto o facto de ter sido arquitecto durante tanto tempo me afectou na forma como pinto, estou absolutamente seguro que se não o tivesse sido, a minha forma de pintar seria muito diferente. Apenas sinto saudades de alguns colegas de trabalho que com os anos se transformaram em grandes amigos. Dessa cumplicidade sinto falta.

Ver mais:

ALEXANDRE ALONSO_"INADEQUACY OF THE UNFINISHED

#ALEXANDREALONSO

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