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FREQUENTLY ASKED QUESTIONS: VADIM CÉSAR


"Do singular ao plural devemos todos experimentar a rara ciência de entrar por vidros adentro sem contrair ferimentos. A segurança de ver/sentir por olhos de outros a nossa própria imagem no esgar, na contracção, no arroto, no orgasmo e na cãibra.

Somos nós.

Aos medrosos basta ser mirone de acidentes de estrada, espectador de tragédias teatrais ou de hecatombes televisivas sem levantar rabo de sofá ou lugar de primeira fila. Somos todos medrosos nesta narrativa navio-escola de descobrir anomalias nos outros e de esconder a nossa própria. Essa é a verdadeira anomalia, o jogar às escondidas com aquilo que realmente temos de ser.

Todos lá para trás.

A parede que segura o espelho guarda a impressão caixa-negra-excesso da exposição de luz que o espelho não conseguiu bloquear. Para lá da superfície espelhada fica o outro espectro, o que não se esconde nas sombras e que invade o restante branco infinito.

A natureza encontra sempre um caminho."

Pedro Saavedra

FREQUENTLY ASKED QUESTIONS SOBRE VADIM CÉSAR

Quem é o artista Vadim César?

Olha, que pergunta interessante… ainda estou a descobrir quem sou realmente e o que pretendo fazer como artista, mas posso afirmar que cada vez me sinto mais perto daquilo que quero ser.

Porquê “Anomalia” como tema da exposição? Qual a mensagem desta tua nova série trabalhos?

Digamos que, como seres humanos que somos, a nossa consciência “está cheia” de irregularidades que nos podem provocar desconforto, mal-estar ou medos e inseguranças, e que nem sempre estão à vista. Por momentos podemos disfarçar com atitudes contrárias mas , lá no fundo, continuam dentro de nós…as anomalias.

De onde vêm estas imagens e estes temas?

Podem vir de qualquer sítio, não existe uma fonte única de inspiração. Perante algumas imagens eu apaixono-me tais como elas são, outras, sou eu próprio que as crio… e o tema surge depois.

Porque não te inspiras em temas ou imagens tipicamente do teu país (Cuba)?

Não tive um ensino artístico/cultural na minha adolescência. Cuba, para mim, é casa e só assim a vejo. Neste momento não é fonte de inspiração, mas isso não significa que num futuro o não seja… como vocês dizem “Logo se vê”.

Antes desta última série de trabalhos a preto e branco, as tuas pinturas apresentavam imensas cores, um estilo muito “pop art”. Porquê tão drástica mudança?

Como todo o ser humano, gosto de me reinventar e correr riscos. Às vezes, acidentalmente, algo corre bem e temos um novo ponto de partida para um outro mundo … Quanto a este contraste do preto e branco, acho que tem a elegância e o mistério de uma linguagem com muito para dizer e expressar - Acho fascinante!

Como é que se transmite emoções num quadro?

Não sei como responder… Depende de quanto nos sentimos, ou não, identificados com determinada pintura.

Quais são os teus artistas plásticos preferidos?

Entre muitos destaco Jesse Draxler, Jesper Waldersten, Aldo Van Den Broek e Frederik Naeblerod.

Uma tela em branco assusta?

Não, de todo… Gosto de telas brancas, tal como são! No início, quando estou à frente delas, sinto paz e calma, depois, ao começar a pintar, esqueço tudo e não sinto o tempo a passar.

#espaçoexibicionista #VadimCésar #AnomaliadeVadimCésar

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