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PAVLOV XXX


PAVLOV XXX 1922, Ecaterimburgo (Rússia)

Em Outubro, o Espaço Exibicionista recebe duas exposições provocatórias com assinatura de Pavlov XXX.

TERCEIRA VIA

Sexta, 2 de Outubro, 2015, 21H00 Exposição patente até 15 de Outubro, 2015

Esta série feita a partir de colagens resulta da apropriação de mensagens públicas e urbanas. Encarquilhadas pela erosão do tempo, vão-se descascando e desconstruindo numa combinação abstracta. Inspirada na Arte Povera, faz em terceira mão a dissecação deste corpo físico gráfico, transformando-o num ser híbrido. Esta exposição consiste numa reinterpretação irónica do original que questiona o valor do material numa economia neoliberal contemporânea.

IT'S EVOLUTION BABY

Sexta, 16 de Outubro, 2015, 21H00

Exposição patente até 22 de Outubro, 2015

Nesta exposição, Pavlov XXX reflecte sobre o poder da imagens nos diferentes períodos históricos. Da televisão dos anos 50 (agora aparentemente inocente) ao digital inundado de pixéis e drops, passando naturalmente pelo sistema VHS que grava e regrava acentuando a sua má qualidade, quando revisitada nos dias de hoje. As peças são trabalhadas de uma forma musical, com predominância de uma atitude pop-rock.O emaranhar em rede que nos é fornecido pelos estímulos electro-cerebrais produzem um frenesim de ideias e pensamentos onde a única forma de não nos levar à demência é a aceitação e racionalização de um mundo maior e mais complexo do que o outro.

Pavlov XXX ,1922 Natural de Ecaterimburgo (Rússia), do distrito de Oktiabrski, filho de engenheiros funcionários na indústria metalúrgica da região, Pavlov XXX realiza o sonho de criança ser médico, tornando-se célebre pela sua especialidade na cirurgia cardíaca. É também da infância que vem o seu primeiro casamento com a sua amiga imaginária, criada em 1925, Lituávia Cottrov, durando com razoável sucesso até à morte dessa em 1976. Nesse ano, reforma-se da sua actividade hospitalar e dedica os seus esforços na continuidade do legado científico da sua falecida esposa: o desenvolvimento de materiais cerâmicos para uso espacial. Actividade que o leva ao cargo que ainda hoje ocupa na NASA, de coordenador do projecto de desenvolvimento de telhas de revestimento para aeronaves em porcelana.

Em 1987 decide casar novamente com aquela que era já sua amante, desde logo após o seu primeiro casamento, Hovasxon Serov. Desde aí que mantém a sua residência em Reiquejavique (Islândia), numa casa desenhada pelo cunhado, o arquitecto Shvarn Serov revestida por um conjunto azulejos âmbar que apresentam diferentes tipos de reflexos.

Em 1997, após umas férias em Albufeira (Portugal), quando experimenta sobre as suas primeiras exposições imaginárias, decide concentrar energias na produção de conhecimento em contexto académico, iniciando um percurso com uma investigação em que procurava relacionar a influência dos objectos domésticos com a existência de doenças cardíacas crónicas, defendendo em 2006 a sua tese de doutoramento sobre a forma e a cor sobre o seu sofá.

Desde a defesa da sua tese Pavlov XXX que não é visto em público sendo descrito como um homem sombrio e cinzento. Através da representação de Bruno Cecílio, sabe-se que continua vivo e activo e que esteve recentemente em Portugal a tirar uma formação em pintura de azulejos.


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